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Sucre, Bolívia

Capital constitucional e sede do poder judiciário boliviano, a cidade de Sucre, também conhecida localmente como Chuquisaca, é apenas a sexta maior do país. Situada a 2.800 metros de altitude, em uma zona de transição entre o altiplano e as terras baixas do Chaco, ou Pantanal, Sucre apresenta um clima agradável durante todo o ano, com invernos marcadamente secos e frescos.

Sucre foi fundada no ano de 1538 e sua história sempre esteve intimamente relacionada à da vizinha cidade de Potosí, onde as maiores jazidas de prata do mundo foram exploradas pelos colonizadores espanhóis. A menor altitude e, consequentemente, o clima mais amistoso de Sucre a tornavam uma escolha natural para que as mineradoras estabelecessem os seus escritórios. A partir de 1825, com a declaração da independência boliviana, Sucre passou a ser designada como capital nacional até que a Guerra Civil de 1898 fez com que a sede do governo fosse trasladada para La Paz, onde se mantém até o dia de hoje. Sucre, no entanto, preserva o seu papel de capital constitucional e, apesar de ter perdido relevância econômica após a decadência da atividade mineira, segue sendo possivelmente a cidade mais bonita do país.

Sucre, Bolivia
Sucre, Bolivia

Atualmente, a cidade branca, como Sucre também é conhecida, atrai pelo seu belíssimo e muito bem preservado centro histórico, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e também pelos achados paleontológicos que abundam nas suas vizinhanças. O núcleo histórico da cidade é relativamente seguro e ideal para ser explorado a pé. A Plaza 25 de Mayo, situada no coração de Sucre, é o ponto de encontro por excelência da cidade. Circundada pelos edifícios da Catedral, da Prefeitura e pela Casa da Liberdade, além de diversos pequenos museus e alguns restaurantes, a praça, bem arborizada e centrada em um monumento ao primeiro presidente da Bolívia, Marechal Antônio José de Sucre, é um ótimo lugar para observar o vai e vem de crianças, idosos e engraxates. A Catedral Metropolitana, iniciada em 1551, possui um museu enfocado em peças de arte sacra dos séculos XVI a XVIII. O interior da catedral abriga ainda uma imagem da Virgem de Guadalupe, padroeira de Sucre, adornada com ouro, diamantes e outras pedras preciosas. A Casa da Liberdade, por sua vez, instalada em um antiga universidade fundada pelos jesuítas, abriga o local onde a declaração de independência da Bolívia foi realizada em 1825. Atualmente o local abriga um museu dedicado à história do país, particularmente ao movimento independentista.

Sucre, Bolivia
Sucre, Bolivia

Deixando a Plaza 25 de Mayo pela Rua Arenales, e seguindo por quatro quadras em sentido oeste, chega-se ao Teatro de Sucre e em seguida, seguindo à direita, à Suprema Corte de Justiça. Logo em frente à sede do Poder Judiciário encontra-se o Parque Bolivar, o principal espaço de lazer familiar da cidade, que conta com miniaturas do Arco do Triunfo, da Torre Eiffel e um pequeno lago. Seguindo para o lado oposto da praça central, chega-se à Recoleta. Ali encontra-se um bonito mirante com vistas para a região central da cidade além de alguns museus, entre os quais se destaca o Museu de Arte Indígena ASUR.

Sucre, Bolivia
Sucre, Bolivia

Aqueles interessados em paleontologia, ou simplesmente em fazer um passeio diferente, podem seguir a rota dos dinossauros de modo a ver de perto as pegadas deixadas por alguns dos maiores animais que alguma vez habitaram o nosso planeta. A principal atração dessa rota é o Parque Cretáceo, um pequeno parque com diversas reproduções de dinossauros de onde podem ser observadas diversas pegadas em uma encosta vizinha conhecida como Cal Orcko (Morro de Cal), descobertas acidentalmente pela maior empresa produtora de cimento da Bolívia, que é a proprietária dessas terras.

Parque Cretacico, Sucre, Bolivia
Parque Cretacico, Sucre, Bolivia

Sucre é servida por um pequeno aeroporto que conta com conexões diretas para  as maiores cidades do país. A partir daí é possível chegar tanto a La Paz (a 700km de distância) como a Santa Cruz de La Sierra (a 480km) em menos de 1 hora. O terreno complicado e a qualidade não exatamente excelente da maioria das estradas faz com que o deslocamento por terra seja relativamente lento, embora compensador quando o tempo não é uma limitação grave. Ônibus partem regularmente para a maioria das cidades importantes do país tomando cerca de 3h para Potosí, de onde pode-se tomar outro veículo para Uyuni (outras 4h), 12h para La Paz e 14h para Santa Cruz.

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